A Garota no Trem: o que a crítica internacional está falando sobre a adaptação?


Lançado em 2015, o livro A Garota no Trem dividiu a opinião da crítica internacional, e era esperado que o mesmo acontecesse com o filme. Mas mesmo dividindo a opinião dos críticos, o público gostou bastante do livro, e o resultado é esperado para a adaptação. Mas o que a crítica está dizendo sobre a tão polêmica e aguardada adaptação? Confira alguns trechos de jornalistas, brasileiros e estrangeiros, sobre o filme.

Folha de São Paulo: "Exemplo completo do filme em que nada é o que parece ser, "A Garota no Trem" apresenta algo cada vez mais raro em Hollywood: personagens complexos, longe da simplória classificação entre os bons e os malvados." (Nota 5/5)

Preview: "Um fascinante jogo de xadrez, comandado pelas Damas e conduzido por um cineasta que certamente estará no centro do debate sobre o empoderamento feminino em Hollywood." (Nota 4/5)

Collider: "Se for visto como uma diversão superficial, "A Garota no Trem" é bem-sucedido, mas existem pontas soltas demais e melodrama demais para se tornar algo mais interessante, ou mesmo para ser levado a sério." (Nota 4/5)

Cineweb: "Blunt está ótima na vulnerabilidade perigosa de Rachel em seu alcoolismo e há de se destacar o trabalho de Ferguson, com uma Anna bem mais interessante do que a do romance." (Nota 3,5/5)

Rolling Stones: "Com idas e vindas no tempo e diferentes pontos de vista, o filme mantém o impacto das revelações. O principal trunfo é Emily Blunt, que traz complexidade e dor para cada sequência, enchendo o filme de dignidade." (Nota 3,5/5)

The Playlist: "Para o bem ou para o mal, o diretor faz um trabalho apenas correto, resultando num filme que não é nada mais, nada menos que um desses filmes que você vê no avião e depois esquece completamente quando chega em seu destino." (Nota 3/5)

Boston Globe: "Ah se o filme tivesse a coragem de ser tão louco quanto gostaria de ser! A Garota no Trem indica frequentemente que vai dar o passo à frente [...] mas acaba ficando contido..." (Nota 3/5)

Variety: "A Garota no Trem se torna cada vez menos convincente conforme a trama avança [...], ainda assim o filme tem intriga e é bem produzido o suficiente para disfarçar (por um tempo) que acaba sucumbindo às mecânicas de um suspense de fim de noite na televisão." (Nota 3/5)

CineClick: "O filme é incapaz de manter o suspense, entregando o que realmente aconteceu desde muito cedo na trama. Até por isso, se volta demais para o drama pessoal das protagonistas, que é apresentado de forma simplória e atuações exageradas..." (Nota 2,5/5)

The Hollywood Reporter: "O quebra-cabeça de como as várias peças narrativas vão se encaixar acende uma fagulha de interesse, mas os personagens, de tão fracos e unidimensionais que são, não despertam nenhuma curiosidade." (Nota 2/5)

Chicago Sun-Times: "É um filme ruim em uma embalagem bonita que começa prometendo boas coisas mas que acaba sendo sabotado pelo próprio roteiro, se tornando cada vez mais absurdo e melodramático..." (Nota 2/5)

Omelete: "O longa apresenta uma construção narrativa repleta de furos e em muitas ocasiões não é possível entender como se chegou a determinada conclusão. Os três pontos de vista, que são coesos e bem empregados no livro, receberam uma adaptação confusa e sem linearidade nas telas." (Nota 2/5)

ScreenCrush: "Taylor oferece uma coleção embaraçosa de cenas expositivas, com um visual sem imaginação. A direção é tão desprovida de sutileza que chega a ser o cúmulo do risível." (Nota 1,5/5)

Screen Internacional: "Descarrilando em uma velocidade assustadora, A Garota no Trem falha como estudo de personagem, não consegue satisfazer como um thriller psicológico..." (Nota 1,/5)

Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

E aí, a adaptação de Paula Hawkins vai conseguir conquistar o público?
A Garota no Trem: o que a crítica internacional está falando sobre a adaptação? A Garota no Trem: o que a crítica internacional está falando sobre a adaptação? Reviewed by Maurício Junio on 09:00:00 Rating: 5

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