Crítica: o pop com personalidade e emoção de Kesha em "Rainbow"!


Enquanto todas as cantoras demoram alguns anos para lançar novos álbuns por opção, Kesha demorou cinco anos para lançar seu terceiro disco contra a sua vontade, após ela decidir entrar com um processo contra Dr. Luke, o seu antigo produtor musical, acusando-o de abuso sexual, um processo que ainda está sendo julgado pela justiça americana. No inicio do ano, a justiça decidiu que Dr. Luke sairia vitorioso do processo da quebra do contrato, mas a cantora mantém o processo de abuso sexual contra ele.

E nesses cinco anos, ela veio se preparando para lançar o melhor álbum de sua carreira. Se em Animal e Cannibal ela era um mostro das paradas musicais, com batidas dançantes e que tocavam em todos os lugares, em Rainbow ela opta por algo mais íntimo e profundo, como uma mensagem de esperança  e de superação ao mundo, mostrando que ela está sofrendo com tudo que aconteceu em sua vida – profissional e pessoal – mas está lidando muito bem com isso.

E logo nos primeiros vocais do álbum ela deixa isso bem claro: “Don’t let the bastards get you down” (“Não deixe aqueles bastardos te jogarem pra baixo”, em tradução livre). Por mais que Rainbow seja um disco sobre como superar traumas que deixam eternas marcas, é um algo provocador, cheios de palavras de baixo calão e vocais poderosíssimos, como um álbum de uma rock-star dele ser. E Kesha provou ser uma rock-star de qualidade mais uma vez.

Todo o álbum é repleto de sentimento e vulnerabilidade, mas ao mesmo tempo recheado de poder. Isto fica claro na deliciosa variação que o trabalho faz, entre baladas calmas e batidas pesadas e fortes, feitas para as baladas e para as paradas musicais. Os dois primeiros singles lançados por Kesha durante a divulgação do álbum, Praying e Woman, aquela com uma pegada mais profunda e calma e esta um tanto mais agitada e cheia de personalidade, já tinham nos avisado sobre o que estava por vir.

Rainbow é um álbum feito do fundo do coração de uma artista que tem muitas mensagens a compartilhar com o mundo. É um trabalho pessoal e delicado, mas ao tempo cheio de personalidade e pronto para explodir em todo o mundo. E, finalmente, Kesha, aquela cantora que dominou o mundo em 2010 e 2011, está de volta para conquistar o mundo mais uma vez.

Nota: 5/5
Crítica: o pop com personalidade e emoção de Kesha em "Rainbow"! Crítica: o pop com personalidade e emoção de Kesha em "Rainbow"! Reviewed by Maurício Junio on 18:12:00 Rating: 5

Comente com o Facebook:

Tecnologia do Blogger.